GERENCIANDO CRISES EM SEGURANÇA

Por Wanderley Mascarenhas de Souza

Apresentação:

Por Rui César Melo
Coronel PM - Comandante Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo

     Segurança, sob a ótica da teoria da motivação, constitui necessidade fundamental de todo ser humano aparecendo, em escala valorativa estabelecida, logo após as necessidades fisiológicas e com elas compondo poderoso núcleo ligado às forças instintivas de preservação da vida - bem maior que deve ser tutelado pelo ordenamento jurídico de todo país civilizado.
     Concretamente, a segurança pode ser alcançada por meio de medidas objetivas como a colocação de defesas nas estradas, grades nas janelas, trancas nas portas, muros nas casas, luzes e sinalização nas ruas e logradouros, além de policiamento ostensivo e velado, guardas particulares, câmeras e alarmes, dentre inúmeras possibilidades.
     A sensação de segurança, contudo, é algo muito mais complexo, variando de pessoa para pessoa, intimamente ligado à sua percepção subjetiva e influenciada por diversos fatores, que acabam determinando uma visão individual dos fatos além da realidade objetiva. O sexo, a educação, a história familiar e pessoal, além da própria estrutura psíquica são alguns dos fatores que, muitas vezes, determinam de maneira marcante a sensação de segurança individual ou mesmo coletiva.
     Os fatores de risco influenciam essa sensação, atuando com maior ou menor intensidade em função das diferenças individuais e coletivas. Dessa forma, ao surgirem crises reais ou na iminência de sua erupção, os profissionais envolvidos na prestação de serviço de segurança objetiva devem conhecer todas essas questões para adotar as medidas mais eficazes que proporcionem a chamada sensação de segurança.
     Crises são fatos concretos que afetam as pessoas e exigem respostas práticas e rápidas com o objetivo de reverter um quadro de insegurança instalado.
     Administração de crises em segurança significa alta especialização em técnicas de atuação, domínio completo de procedimentos e profundo conhecimento sobre a condição intrínseca das pessoas, em especial a sua estrutura psicológica.
     Aí está o perfil do autor deste meticuloso trabalho sobre a administração de crises em segurança, o Major Wanderley Mascarenhas de Souza. Homem forjado no árduo e difícil trabalho policial-militar que, ao criar, integrar e comandar o mais destacado grupo de atuação em situação de crise no Brasil, o Grupo de Ação Tática Especial (GATE) da Polícia Militar do Estado de São Paulo, teve oportunidade de aprofundar estudos e se especializar, por meio de diversos cursos, nas melhores organizações policiais do mundo, nessa difícil tarefa de administrador de crises em segurança.
     Esta obra demonstra o profundo conhecimento haurido pelo Major Mascarenhas ao longo de seus mais de 25 anos de vida profissional e apresenta, de maneira didática, não só a filosofia e os princípios da atuação nesses casos complexos, como também os procedimentos práticos, treinamentos, planos táticos, técnicas de gerenciamento e de reação, alguém que conhece não só a teoria, mas sobretudo a prática, alguém que vivenciou e aprendeu com diversas crises administradas.
     Por fim, este é um livro para ser lido não só por policiais ou especialistas, mas também por todas as pessoas que possam ser envolvidas em situações de crise, como autoridades públicas, empresários, banqueiros e outras possíveis vítimas de ações insanas ou meticulosamentente planejadas por indivíduos ou organizações criminosas, para atender a máxima "mais vale prevenir que remediar".
     Parabéns ao Major Mascarenhas por traduzir, aqui, o aprendizado, a prática e felizmente, os inumeráveis êxitos alcançados ao longo de mais de 25 anos de serviços prestados à população de São Paulo.

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Por Antonio Celso Ribeiro Brasiliano
Superintendente de marketing da Brasiliano & Associados Consultoria em Segurança

     A estrutura econômica do mundo está mudando rapidamente no que se refere a mercados, tecnologias, produtos, necessidades e expectativas. A receita do sucesso experimentada no passado não vale mais e a de hoje, por sua vez, não será a mesma amanhã. A única certeza que temos é que a mudança é constante, a dinâmica do ambiente é complexa, exige flexibilidade, boa preparação e agilidade.
     Vivemos, atualmente, em uma grande aldeia global onde a automação generalizada da produção reduziu postos de trabalho e extinguiu funções. As empresas caminham para o futuro buscando alinhar-se às novas diretrizes e tendências. As mudanças são rápidas e muito bruscas. Nesse processo, a mudança das pessoas deve ocupar o primeiro lugar.
     Hoje, a ordem para qualquer profissional é a qualificação, o aperfeiçoamento contínuo, o que deve ser de tal forma diversificado que torne o profissional capaz de bons desempenhos em qualquer área de atuação, sem se restringir à uma função específica. É preciso pensar a empresa, o negócio e a carreira neste momento em que as necessidades do cliente é que ditam as regras do mercado.
     Os profissionais do século 21 devem saber questionar e ter atitudes que rompam o limite imposto pela cultura e pela ciência, devem cuidar da própria imagem para representar a empresa no momento em que o marketing pessoal seja definitivo. Os profissionais precisam sr bons naquilo que fazem e estarem prontos tanto para novas exigências como para as oportunidades do mercado. A automação, por exemplo, exige capacidade para compreender a máquina e dela extrair o máximo.
     Há que se agregar ao trabalho valor pensante, com o desenvolvimento das habilidades e conhecimentos. Informação, liderança, autonomia, iniciativa, capacidade para analisar situações, perfil empreendedor e compromisso com os resultados são requisitos essenciais ao profissional de hoje. O que significa buscar constantemente o aperfeiçoamento. Devemos nos conscientizar que é fundamental enfrentar as mudanças nas relações do trabalho com criatividade e serenidade. O paternalismo não existirá mais e a administração será conduzida por fatos. A chamada segurança no emprego será substituída pela responsabilidade compartilhada.
     A área da segurança, como diversas outras do muno empresarial, está cada vez mais seletiva, exigente e técnica. O homem da segurança, na atualidade, necessita de metodologia consistente para administrar e gerenciar crises em sua área, onde as mudanças são constantes. É uma área que está crescendo exageradamente e se sofisticando na mesma rapidez.
     O investimento na capacitação pessoal é um instrumento de lucro, de crescimento e vitalidade profissional. Os profissionais de segurança precisam se sensibilizar e lutar pela maioridade no contexto empresarial, conquistando respeito e notoriedade, com planejamentos exequíveis, descendo do pedestal de que a área é imutável e o conhecimento inatingível. A consciência da responsabilidade em implantar novas tecnologias e especializar a mão-de-obra está elevando o nível da área da segurança.
     No Brasil, o setor da segurança empresarial está entre os que mais cresce, o que não tem relação nenhuma com o aumento da violência urbana. A segurança passou a ser um instrumento de sustentação das empresas, um dos pilares mais importantes para manter o seu nível de competitividade no mercado. Então, vale perguntar quantos profissionais em segurança existem hoje no Brasil preocupados com sua especialização bem fundamentada e, principalmente, adequada à nossa realidade de mercado.
     Esta obra, Gerenciando Crises em Segurança, é uma excelente oportunidade para conhecer a experiência de um profissional bem preparado, preocupado com bons resultados e, conseqüentemente, reconhecido em sua área, como é o caso do Major Wanderley Mascarenhas de Souza. Todo profissional de segurança precisa saber no mínimo como conviver com uma crise, mas o ideal é que tenha conhecimentos básicos para que possa gerenciá-la ou contribuir para o seu gerenciamento se preciso. Para aqueles que vivem a busca contínua de conhecimento, a leitura deste livro é uma grande contribuição.

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Sinopse:

     O exercício da segurança, seja pública ou privada, exige de seus participantes a plena conscientização da necessidade de uma doutrina de segurança e risco, de um ambiente bem organizado e de ferramentas adequadas.
     Nesse contexto, o cidadão, responsável pela sua própria segurança, a organização policial, responsável pela segurança pública, e as empresas de segurança privada, têm o dever de conhecer e avaliar os riscos prováveis que os cercam a fim de evitá-los, preveni-los e inibi-los.
     Cabe, portanto, primordialmente a cada envolvido no processo, de forma isolada e conjugando esforços, estar devidamente motivado  e preparado para cumprir o seu papel de forma pontual e determinante. Exercer essa capacitação gerenciadora de riscos nada mais é do que cumprir com o dever elementar de garantir a vida e preservar o patrimônio.
     Os esforços e investimentos em segurança ainda são subestimados, contudo é imperioso mudar esse cenário para se ter diretrizes, procedimentos e medidas claras, objetivas e adequadas para extrair os melhores resultados gerenciando crises em segurança.

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