CONTRA-ATAQUE: MEDIDAS ANTIBOMBA

Por Wanderley Mascarenhas de Souza

Apresentação:

Por Marinês Campos
Jornalista

     Tem gente que consegue emprego de assessor em alguma entidade de estudos da violência, ganha uma sala, alguns carimbos e um pacote de papel. E gasta o tempo, ATRÁS DA MESA, juntando os números da batalha das ruas. Polícia e bandido? Só conhece pela televisão.
     Tem gente que escolhe ser o bandido da história. E passa a vida espalhando o medo, fugindo da Polícia e driblando o Código Penal. Também pode virar herói de filme, estatística de sociólogo, motivo para celebração de missa ou tema de debate sobre as conseqüências da miséria social.
     Mas tem gente que nasce com o destino traçado e inevitável: será polícia. Não policial, porque tem diferença. Policial é aquele que, por um motivo que só ele sabe, veste a farda, cumpre o horário e a obrigação do dia e até pode ser feliz, em segurança, o mais longe possível dos tiros dos bandidos.
     O Capitão Mascarenhas nasceu para ser polícia, para fazer parte de um número limitado de homens que precisam de adrenalina gotejando nas veias para sobreviver. Às vezes, isso é bom - aprendeu, na prática, as lições de um mundo que aparece em capa de revista. Às vezes, nem tanto - porque somente esses homens sabem o preço de cada minuto vivido numa guerra de rua. O Capitão escolheu olhos de um polícia da Rota. Uma cidade que muitos preferem fazer de conta que não existe.
     Patrulhou os cantos esquecidos, viu armas apontadas na sua direção. Sentiu a adrenalina correr dentro da veia a cada chamada no rádio. Depois a trégua? Nada disso. Foi o perigo que pode estar escondido nos lugares mais inesperados. Agora, repassa a lição aprendida na prática do seu dia-a-dia no comando do Grupo de Ações Táticas Especiais. Ensina que, diante de uma bomba, a única garantia de segurança está em se manter pelo menos cem metros distante do perigo.
     Só que ele mesmo, em sua vida, nem sempre conseguiu - ou quis - manter a distância segura de cem metros.

***

Introdução:

     Os atentados ou ameaças de bomba podem ocorrer em qualquer lugar e a qualquer tempo. Durante os períodos de agitações políticas, situações de greves, demonstrações estudantis, etc., tais episódios tendem a aumentar.
     As bombas podem ser construídas para parecer com quase tudo e podem ser colocadas ou enviadas de diversas formas. A probabilidade de encontrar uma bomba estereotipada é quase inexistente. O único denominador comum que existe entre bombas é que são construídas para explodir.
     A maioria das bombas são artesanais, e só são limitadas em seu projeto pela imaginação dos construtores da bomba e os recursos disponíveis.
     Como acontece com outros fatos policiais, depois que algumas bombas explodiram numa determinada localização, a Polícia poderá receber cartas ou avisos telefônicos a respeito da existência de outras bombas colocadas ou mesmo apenas ameaças da existência de bombas.
     Estas últimas caracterizam o que classificamos de "terror psicológico", pois envolvem toda uma situação real de procedimentos técnicos e científicos - mas o objetivo primordial não é a explosão, e sim a quebra da rotina do alvo que, consequentemente, gerará os efeitos premeditados pela crise.
     É um paradoxo, porém fato verdadeiro que o progresso humano se realiza mais rapidamente, sem limitações legais ou econômicos, quando sua aplicação imediata consiste na mais eficaz destruição da humanidade, especialmente quando esta triste experiência se apresenta pela utilização de artefatos explosivos, utilizados na prática do terrorismo.
     Esse tipo de terrorismo, que a humanidade procura por todos os meios extirpar, já foi responsável pela morte de milhões de pessoas inocentes em todo o mundo.
     Todavia, temos infelizmente de conviver com ele, combatendo-o em todas as frentes, usando de todos os recursos legais necessários para evitá-lo e puni-lo.

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